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    Prefeito de Cachoeiro recua e não vai mais demitir 1,5 trabalhadores da Educação Nas redes sociais a decisão de demitir os profissionais foi duramente criticada.
    (Foto: Internauta do Portal Conexão)
    Autor: Conexão ES
    16 de Abril de 2020 às 17h03
    (Atualizada) 16 de Abril de 2020 às 18h07

    Os professores e outros servidores em designação temporária (DT's) da Secretaria de Educação de Cachoeiro não serão mais exonerados, mas mantidos em sobreaviso, recebendo um salário mínimo mensal, até que as aulas sejam reiniciadas.

    Em frente a prefeitura de Cachoeiro os trabalhadores da Educação estão com cartazes e gritando palavras de ordem  reivindicando o salário integral. Nas redes sociais a decisão de demitir os profissionais foi duramente criticada.

    A decisão foi tomada agora à tarde, durante reunião solicitada pela Câmara Municipal, com o prefeito e secretários de áreas estratégicas da Prefeitura, além de representantes do sindicato dos servidores. "O anúncio do afastamento foi feito ontem e hoje cedo a Câmara se reuniu.  Mostramos ao prefeito que precisávamos de uma reunião urgente, ainda hoje, pois a situação era inaceitável, e seria necessário encontrar uma saída. Felizmente, conseguimos que reconsiderassem a decisão ", diz  o presidente da Câmara, Alexon Cipriano.

    Segundo Alexon, um projeto de lei tratando sobre a indenização de sobreaviso será enviado à Câmara esta semana. "O projeto será redigido pelo Poder Executivo, como exige a lei, mas queremos que seja enviado com urgência ao Legislativo", diz Alexon. O secretário de administração, Cláudio Mello,  lembra que os salários de abril serão pagos normalmente, no final do mês, e a indenização de sobreaviso começará a vigorar a partir de maio. 

    Alexon afirma ainda que o sobreaviso, além de garantir o pagamento mensal,  tem também a vantagem de manter o vínculo dos trabalhadores com o município. "Ninguém precisa temer perder o emprego. Continuarão nomeados, recebendo uma verba mensal da prefeitura e retornarão ao trabalho logo que a situação se normalizar", afirma, 

     "Neste momento de crise e incertezas, a Câmara não poderia aceitar professores perdendo seu trabalho, seu salário e dignidade. A alternativa que encontramos certamente vai minimizar o sofrimento de todos", diz Alexon.



    Fonte: CMCI

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