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    Entregador morre após sofrer AVC na porta de cliente O caso chamou a atenção de usuários do Facebook por meio de uma publicação da cliente
    (Foto: ilustrativa. - Eduardo Knapp/Folhapress)
    Autor: Conexão ES
    11 de Julho de 2019 às 07h24

    Na noite fria do último sábado (5), o entregador Thiago de Jesus Dias sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) enquanto atendia uma cliente no bairro de Perdizes, zona oeste de São Paulo. O homem de 33 anos foi levado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), mas morreu na manhã seguinte, segundo o BuzzFeed News.

    O caso chamou a atenção de usuários do Facebook por meio de uma publicação da cliente, Ana Luísa Pinto, que deu mais detalhes sobre o ocorrido. “Thiago era entregador da Rappi e finalizava seu serviço quando começou a se sentir mal. Tremia e relatava dor de cabeça forte, náusea e pressão baixa. Além disso, vomitou algumas vezes”, conta Ana.

    Ao lado de colegas, ela acobertou o motoboy e acionou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgências), da prefeitura de São Paulo, mas nenhuma ambulância chegou ao local. “Em seguida, entramos em contato com a Rappi que, sem qualquer sensibilidade, nos pediu para que déssemos baixa no pedido para que eles avisassem aos próximos clientes que não receberiam seus produtos no horário previsto”, relata.

    Foi então que pediram o contato de algum familiar e o entregador, “balbuciando”, passou o número de sua irmã Daiane, que logo chegou ao local. Thiago desmaiou e, em meio ao desespero, eles resolveram chamar um motorista do Uber para levá-lo ao hospital. “Carregamos ele para dentro do carro sob o argumento de que omissão de socorro é crime, mas nada adiantou. O motorista se recusou a fazer a viagem”, afirma Ana.

    Após várias tentativas mal-sucedidas, a irmã acionou alguns amigos do motoboy, que chegaram de carro e o levaram ao Hospital das Clínicas. Lá, foi confirmado o AVC. Em menos de 12 horas, Thiago sofreu uma morte encefálica e deixou uma filha de seis anos, de acordo com Daiane.

    A família decidiu doar os órgãos do entregador, que foi enterrado na terça (9), e ainda estuda processar Rappi, Samu e Uber por omissão de socorro.

    Em nota, o serviço de entrega disse que o caso está sob investigação. “A Rappi lamenta profundamente o falecimento do entregador Thiago de Jesus Dias e se solidariza com os seus familiares.” Além disso, a empresa orienta os clientes a acionarem imediatamente as autoridades competentes, caso se deparem com situações relacionadas à saúde ou segurança do entregador.

    A Secretaria Municipal de Saúde e a Uber não se manifestaram até o momento de publicação desta matéria.

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