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    Polícia apura se reservatório furtado de condomínio seria revendido para construções ilegais Na delegacia, os representantes da firma afirmaram que não sabiam estar participando de um crime.
    PM foi acionada para a ocorrência(Foto: Bruno Kaiuca / Agência O Globo)
    Autor: Conexão ES
    04 de Julho de 2019 às 05h18

    A Polícia Civil investiga se três caixas d'água que seriam furtadas do Bairro Carioca — condomínio do programa habitacional Minha Casa Minha Vida em Triagem, na Zona Norte do Rio — tinham como destino a revenda para uma construção ilegal. Segundo funcionários da prefeitura e policiais civis ouvidos pelo EXTRA, criminosos poderiam lucrar pelo menos R$ 50 mil com o repasse de cada um dos reservatórios. O Globocop, da "TV Globo", flagrou homens, com um maçarico e dois guindastes, removendo a parte superior de uma das caixas d'água no início da tarde desta quarta-feira.

    Após o flagra, a prefeitura acionou a Polícia Militar, que foi ao local e levou funcionários e o dono da empresa Transforça, que alugou os guindastes, à 25ª DP (Engenho Novo). Na delegacia, os representantes da firma afirmaram que não sabiam estar participando de um crime. Eles disseram que foram contratados, de forma legal, para fazer o serviço por R$ 7,5 mil. O valor seria pago pela remoção de três caixas d'água, que abastecem cerca de 30 prédios do conjunto habitacional.

    No momento em que foram flagrados, os funcionários só haviam começado a retirada do primeiro reservatório. O serviço estava previsto para ser concluído até às 20h. Antes da remoção da estrutura, a Transforça recebeu um adiantamento de R$ 3 mil.

    Um dos homens usava um maçarico para cortar um pedaço do reservatório Foto: Reprodução / TV Globo

    De acordo com representantes da empresa de aluguel de guindastes, o responsável pelo contato e pelo pagamento do valor foi um homem que se dizia funcionário de uma outra firma, a construtora Direcional, que é contratada pela prefeitura para fazer a manutenção do conjunto. Por isso, não desconfiaram que se tratava de um furto.

    O homem que está por trás da retirada dos reservatórios, entretanto, não faz parte dos quadros da Direcional, conforme contou um representante da empresa, que também compareceu à delegacia nesta tarde. Segundo o depoimento do funcionário, a construtora fez a troca de oito reservatórios do condomínio, que já estavam gastos, ao longo do ano de 2018. No entanto, desde então, a firma não realizou mais serviços no conjunto e nega ter contratado a Transforça para o serviço.

    O homem que fez o contato com a empresa de guindastes já foi identificado. Após prestarem depoimentos, funcionários da Transforça e da Direcional foram liberados.

    Tentativa de roubo de caixa dágua no minha casa minha vida no condominio carioca Na foto: Foto: Bruno Kaiuca / Agencia O Globo

    Dois homens que trabalhavam com maçaricos para soltar a parte superior de um dos reservatórios fugiram após serem flagrados pela câmera. Logo após serem filmados, eles afirmaram para os operadores dos guindastes que estavam na hora do almoço e que tinham que parar a obra. Quando a PM chegou ao local, os operários já haviam fugido.

    Agentes da 25ª DP que investigam o caso suspeitam que esses homens saibam qual seria o destino das caixas d'água. O inquérito aberto na distrital vai investigar o crime de tentativa de estelionato. O reservatório que estava sendo levado era novo, havia sido instalado há menos de um ano no condomínio. Funcionários estimam que a construção de uma caixa d'água com 30 metros de altura, como são as do condomínio, tenha um custo mínimo de R$ 200 mil. No mercado da construção ilegal, a estrutura é vendida por um quarto do valor. Os policiais ainda querem saber como o material seria transportado dali e para onde seria levado.

    O Bairro Carioca foi inaugurado em 2012. Menos de dois anos depois, foi dominado por traficantes de drogas das favelas do Jacarezinho e de Manguinhos, vizinhas ao conjunto. Já foram registradas pela polícia expulsões de moradores do local e até o uso de apartamentos como depósito de cargas roubadas. Após a retirada da parte superior da caixa d'água, moradores de dez prédios de um dos blocos do condomínio ficaram sem água.

    Em nota, a construtora Direcional alega que "os envolvidos na tentativa de furto da caixa d’água não tem nenhuma ligação com a empresa". No texto, a empresa também informa que "não contratou quaisquer dos guindastes para assistência técnica no condomínio e que está colaborando com a policia na investigação dos fatos".






    Fonte: Extra

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