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    Igreja diz que estupro de criança por missionário em SP foi 'imprevisível' Igreja Adventista do Sétimo Dia diz que está prestando todo o apoio para a família da vítima e que será mais criteriosa com visitas.
    Missionário da Igreja Adventista do Sétimo Dia abusou sexualmente de criança dentro de uma unidade em Itanhaém (SP)(Foto: Foto: Reprodução)
    Autor: Conexão ES
    13 de Fevereiro de 2020 às 09h34
    (Atualizada) 13 de Fevereiro de 2020 às 09h37

    A menina de quatro anos que foi estuprada por um missionário peruano, de 31, dentro de uma igreja em Itanhaém, no litoral de São Paulo, está recebendo acompanhamento psicológico após o ocorrido. Em contato com a reportagem na quarta-feira (12), a Igreja Adventista do Sétimo Dia afirmou que está prestando todo o apoio para a família e disse que a situação foi completamente 'imprevisível'.

    A criança foi abusada sexualmente na manhã de domingo (9), quando estava com a mãe na igreja. Ela foi abordada pelo suspeito dentro de uma sala da unidade e obrigada a tocar em suas partes íntimas. A mãe da menina flagrou o ato e a Polícia Civil foi acionada. O estrangeiro foi preso em flagrante.

    Segundo representantes da igreja ouvidos pela reportagem, o missionário acusado de estupro participava de um projeto de voluntariado, que envolvia ações particulares e também da igreja, quando o crime ocorreu. Como era estrangeiro, ele estava abrigado na unidade de Itanhaém.

    O missionário não costumava ficar sozinho dentro da igreja e, ainda, quando foi flagrado pela mãe da menina, haviam outras pessoas na unidade, explicaram os representantes. Segundo eles, a criança e a mãe estão recebendo todo o apoio psicológico necessário mas, apesar disso, a responsável está muito abalada.

    Agora, a igreja busca meios de evitar que situações como essa voltem a acontecer. Desde o crime, os representantes estão discutindo novas formas para reforçar a segurança das pessoas que vão até o local e repensando procedimentos.

    "Nunca cedemos nosso espaço para pessoas que não tenham boas referências de conduta ou mesmo que estejam sozinhas. Também não é comum que abriguemos membros ou pessoas de outros templos. Esse foi um caso específico. Esse caso foi totalmente imprevisível", explicaram.

    "O mais importante é que agora a Igreja Adventista será ainda mais criteriosa com o auxílio às pessoas que nos procuram para receber esse tipo de ajuda", completaram os representantes da igreja por meio de nota. 

    Estupro na igreja

    Segundo a Polícia Civil, a mãe levou a menina para igreja e, enquanto participava de uma reunião, a criança foi até a Sala Primária, onde são oferecidas aulas infantis, para pegar um brinquedo. Na sala, estava o missionário que era abrigado pela unidade e, quando a menina entrou, de acordo com o registro da ocorrência, o suspeito pegou a mão da criança, colocou em seu órgão genital e começou a movimentar.

    A ação foi flagrada pela mãe da menina que, ao notar a ausência da filha, foi até a sala procurá-la. Em depoimento à polícia, a mãe disse que, quando entrou no local, o missionário estava de costas, mas percebeu que ele guardou algo dentro das calças quando ouviu a porta abrir.

    Já longe do suspeito, a mãe perguntou para a menina o que tinha acontecido, e a criança confirmou o abuso. Lideranças da igreja foram acionadas e, quando questionado, o peruano confessou o crime. A Polícia Militar foi até o local e o suspeito foi encaminhado à Delegacia Seccional de Itanhaém.

    Às autoridades policiais, durante o interrogatório, o peruano confessou que colocou a mão da criança em seu órgão sexual e falou 'besteiras' para a menina com conotações sexuais. A vítima foi encaminhada para exame de corpo de delito e o homem foi preso em flagrante por estupro de vulnerável. Ele está detido na Penitenciária de Praia Grande e a Embaixada Peruana no Brasil foi comunicada do ocorrido.


    Fonte: G1

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